terça-feira, 14 de setembro de 2010

Tópicos de História da Arte

1- A história da arte: origem, abordagens, relações com outras disciplinas. Figurativo, abstrato e outras linguagens. A formação do cânone.

2- A arte e a literatura na antigüidade oriental: esquematismo na Arte Egípcia e Mesopotâmica; função social da arte e do artista, narrativas visuais.

3- Arte e literatura na antigüidade clássica: desenvolvimento do escorço, ideologia das formas esculturais e arquitetônicas, mito, música e tragédia grega. Arte entre os romanos: realismo, funções decorativas, arquitetura monumental.

4- Arte medieval: o desenvolvimento da arte cristã primitiva, a arte islâmica e bizantina, o gênero românico e gótico, o teatro e a música medieval (ars antiqua e ars nova)

5- Renascimento: desenvolvimento da perspectiva, do claro-escuro, dos madrigais, das literaturas nacionais. Resgate da mitologia grega. Maneirismo e formação das academias. Imagens do Novo Mundo.

6- Barroco: religião e uso das linguagens artísticas entre católicos e protestantes. O teatro da farsa, cultismo e conceptismo. A formatação da música erudita e o surgimento da ópera. O Barroco mineiro e o barroco missioneiro.

7- Rococó e neoclássico: a arte aristocrática e a retomada do cânone clássico nas academias. Iluminismo, literatura e crítica de arte. A música clássica. A pintura dos viajantes europeus na América e a formação das academias.

8- Romantismo: a modernidade e a nostalgia das formas pré-clássicas. A literatura romântica e o decadentismo. A sinfonia e a ópera wagneriana. O romantismo e a pintura histórica na América.

9- Realismo e impressionismo: a estética da denúncia social, a busca da realidade fotográfica, o paisagismo, a nova arquitetura das cidades e ferrovias, o cromatismo debussyano e os balés russos. O teatro de Ibsen. Balzac e Zola. A literatura russa.

10- Vanguardas e a crise da arte: os artistas da vanguarda pós-impressionista. Cubismo, expressionismo, futurismo, primitivismo, dadaísmo. O dodecafonismo. O teatro de agressão. O cinema naturalista e o modelo soviético. Modernismo brasileiro.

11- Retomada do culto à obra de arte: surrealismo, realismo socialista, romantismo nazista. Bauhaus e o novo utilitarismo. Cinema em Hollywood. Rádio e música popular. A literatura inglesa e norte-americana.

12- A arte no pós-guerra: triunfo do expressionismo abstrato. Neorealismo italiano, nouvelle vague, cinema novo. O rock e os movimentos de contestação da juventude. A Arte pop. O realismo fantástico latino-americano. Pós-modernismo. Concretismo e Tropicalismo.

sábado, 4 de outubro de 2008

Datas Importantes

Dia 11/10
Apresentar o projeto do clipe (trabalho em dupla), com o esboço do assunto, imagens (pintura, escultura e arquitetura), texto e música que serão utilizados.

Dia 18/10
Prova, capítulos1, 2, 3,4, 6, 9, 10, 12 e 15

Dia 01/11
Entrega do trabalho (clipe)

Dia 22/11
Último dia de aula

Dia 8/12 (segunda-feira)
Exame final (para quem ficar...?) às 18:30 no Laboratório de Imagem e Som

Aula 11/10

Barroco

Cap. 18 - Uma crise da Arte: Europa, fins do século XVI
Cap. 19 - Visão e Visões: A europa Católica, primeira metade do séc. XVII
Cap. 20 - O Espelho da Natureza: Holanda, século XVII

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Capítulos do Renascimento

Capítulo 12 - A Conquista da Realidade
Capítulo 13 - Tradição e Inovação I
Capítulo 15 - A Realização da Harmonia

Site de História da Arte

Antes de mais nada, quero indicar o melhor site que conheço sobre História da Arte, que permite pesquisas variadas por pintores, estilos, museus - e o melhor, em espanhol.

http://www.artehistoria.jcyl.es/index.html

Bom proveito!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Aula 05/09

Vimos, na última aula, a formação do cristianismo. Alguns pontos merecem destaque:
1) A invenção das igrejas: modelos de organização espacial dos primeiros cristãos e a adoção da estrutura das basílicas romanas (forma e função)
2) A função didática da pintura e da música a partir de Gregório, o Grande (séc. VII)
3) As diferentes representações de Cristo nas catacumbas, nos túmulos de mármore, nos mosaicos bizantinos. O surgimento do Cristo barbado.
4) Em tudo isso, a pergunta: por que ocorreu, no período medieval, a "desnaturalização" das formas artísticas? As técnicas de representação do corpo desenvolvidas pelos gregos e romanos foram "esquecidas"? Ou se tratava de uma nova postura em relação à sua finalidade religiosa?

Essa discussão aprofunda alguns aspectos do capítulo 6 do Gombrich - A Bifurcação dos Caminhos: Roma e Bizâncio.

Na próxima aula, discutiremos os capítulos 9 e 10 - Arte Românica e Gótica

Deixo como indicação de vídeo:

Arte Românica:
http://br.youtube.com/watch?v=RXW6FtX9pKA&feature=related

Arte Gótica
http://br.youtube.com/watch?v=I--yu8Sk_58&feature=related

Aula 29/08

Pessoal, nessa aula discutimos a Arte no período helenístico (incluindo seu uso pela propaganda de Alexandre Magno), comparando o sua dramaticidade em relação ao equilíbrio e serenidade do período clássico. Em seguida, fizemos um balanço da Arte Romana, apontando algumas inovações:
1) Pintura: se pouco sabemos da pintura grega, os principais vestígios que temos são dos romanos, graças à preservação das pinturas de Pompéia e Herculano, além dos mosaicos que resistem melhor à ação do tempo. Além de cenas mitológicas, os romanos tinham em suas paredes afrescos de natureza morta e paisagens que já tinham uma certa noção de profundidade (embora desconhecessem as leis da perspectiva ótica, que só seria desenvolvida no Renascimento). As pinturas tinham matizações de cor que davam volume e sombreamento às figuras, embora também isso ocorresse de forma esquemática, sem estudos aprofundados sobre a direção da luz, etc.

2) Escultura: muitos "retratos" romanos foram produzidos em bustos e estátuas, e graças a eles podemos ter uma noção do rosto dos principais líderes políticos e militares romanos. Destaca-se o "realismo" das figuras: contrariamente à escultura clássica grega, que tendia à idealização dos corpos, os romanos tentavam reproduzir a pessoa tal como ela aparentava, com todos os atributos e defeitos de seu rosto. Uma das mais célebres esculturas (que na realidade se trata de uma narrativa visual) é a coluna de Trajano, onde uma faixa em espiral conta a história de suas conquistas através das figuras em cenas comuns: cotidiano dos soldados construindo muralhas, batalhas, etc.

3) Arquitetura: influenciados pela estética grega, os romanos produziram templos com frontões e colunas nos estilos dórico, jônico e coríntio. Mas graças à inovação técnica no emprego do cimento, a partir do qual produziram o concreto, e da distribuição do peso das construções através dos arcos, os romanos construíram gigantescas obras - pontes, aquedutos, palácios, estações termais, arcos de triunfo, basílicas (prédios públicos não religiosos) - que resistiram à passagem do tempo. Entre os mais célebres estão o Coliseu (que dispensa maiores comentários) e o Panteão, templo dedicado a todos os deuses, em forma circular, com uma imensa abóboda de 49 metros de circunferência e uma abertura no alto para passagem de luz (e chuva). Foi o único prédio que chegou aos nossos dias sem necessitar restauração em sua estrutura (!).

Vale dar uma olhada no Gombrich, cap. 5, para ter uma idéia.